sexta-feira, setembro 07, 2007

Falando (outra vez) em choramingas...

Os tempos estão conturbados para os lados dos donos (ainda são?) do maior WC do mundo. Eu diria mesmo que estão negros. Ainda falam do clássico e do Pedro Proença, mas já não se recordam da Supertaça nem da arbitragem do Xistra, na jornada passada. Mas, melhor do que eu para vos falar sobre os choramingas, existe outro (e mui recente) estaladeiro - também criador deste tasco aqui, onde fui roubar o texto que a seguir vos deixo. Senhores e choramingas, as sábias palavras do sr Diego Armes:

Choremos, irmãos...

Eu não tenho por hábito gozar com o sportém... :)

Ok, eu reformulo: não tenho por hábito perder muito tempo a gozar com as tixas. Não gosto, e agora falo a sério, de sujar as minhas letras, de desperdiçar a minha bela língua, de deslavar a minha colorida linguagem com semelhante assunto. É raro escrever sobre o recreativo da Quinta do Lambert - ao contrário dos seus adeptos que escrevem, falam, sonham e pensam apenas sobre dois assuntos: o Glorioso Benfica e a tragédia que é ser sucessivamente roubado, violado, assaltado, enganado e muitas outras coisas acabadas em ado e que deviam dar cadeia a esses gatunos todos, esses assassinos, hã!, que isto é uma cambada de mafiosos, é o que é!, que são os dois - é o Benfica e é o folcuporto, que a gente sabe muito bem - que fazem tudo, mas tudo, para impedir que o grupo excursionista da Alameda das Linhas de Torres possa um dia chegar à reservada e divina glória que é ganhar qualquer coisinha.

Porém, e porque estou absolutamente farto da choraminguice da fanfarra do Campo Grande a propósito de terem um guarda-redes grande e burro, perdão, de terem sido verdadeiramente e vergonhosamente e escandalosamente e inqualificavelmente impedidos de serem campeões, à segunda jornada, lá no aileron dos putanheiros, hoje vou dedicar umas linhas ao Coitadinho's Team. Porque eu sou uma pessoa solidária.

Não há outro clube no mundo cujos adeptos tenham tamanha falta de noção dos limites do razoável e dos princípios do ridículo. Ser do sportém é aceitar, de coração, o martírio, é entregar-se devotamente ao sofrimento. Ser do sportém é abrir a porta a uma vida de desgraça, tragédia e lágrimas em regime de voluntariado. Uma tixa é como um boneco de corda: uma pessoa prepara-a no princípio da época e ele vai "buáááááááááááá" até Julho. Supondo que o sportém - lagarto, lagarto, lagarto... - era campeão, seria preciso ir avisar os 35 mil adeptos que a coisa tinha corrido bem. Eu já os vi a festejar no Marquês de Pombal e a coisa funciona mais ou menos assim: na primeira hora após a derradeira vitória que os consagra, só uma minoria, e normalmente jovem, solteira e do sexo feminino, chega à rotunda. A massa, a gentalha que resta, ainda fica a reclamar, a pedinchar, a discutir os lances polémicos, a duvidar das arbitragens, a insurgir-se contra o sistema, o Benfica, o Governo e esses filhos da mãe todos que manipulam esta merda, hã!, que a gente sabe muito bem como é que isto funciona... hu-hrum... compõe-te, Diego... dizia eu que ainda ficam mais três ou quatro horas nisto. "Oh vizinho, pare lá de barafustar com o aparelho televisor... você foi campeão, homem..." Eu já ouvi o meu vizinho de baixo dizer isto ao seu vizinho da frente - que também é meu vizinho, mas não de baixo nem da frente. Ainda assim, mora no mesmo prédio e é pessoa de quem não gosto e com quem não me dou, é revisor da Carris e ainda por cima não só é tixa daqueles insuportáveis como gerou toda uma tribo de pequenos lagartinhos, muito sebosos, muito chorões, que metem dó. Coitados.

Mas já me estou a perder... Eu hoje estou um bocado cansado, doem-me as costas, deitei-me tarde, foi uma noite de sofrimento, de dor. Vocês percebem, a minha vida é complicada, os árbitros roubam-me, chuif chuif, a minha equipa é sempre enganada, snif, a minha avó tem joanetes, buáááá... isto é tudo uma grande aldrabice e uma valente tragédia...

1 comentário:

Francisco disse...

buáááááááááááááááááááááá...
buáááááááá...
lol