segunda-feira, dezembro 15, 2008

É esta a espinha dorsal da selecção portuguesa que Vieira prometeu em 2004?

Cinco minutos foi o tempo que mediou a saída de Ruben Amorim (64’) e a entrada de Nuno Gomes (69’) frente ao Leixões. Neste hiato, o Benfica esteve sem portugueses em campo.

Nesse período, só se ouviu o português com sotaque de Moretto, Luisão, Sidnei e David Luiz. “Uma distracção”, comenta José Augusto, bicampeão europeu e que jogou no Benfica numa altura em não havia estrangeiros na equipa.

O clube abriu-se aos estrangeiros em 1979. Jorge Gomes, brasileiro que motivou uma assembleia geral, foi o primeiro não português da história do Benfica. Desde então, o Benfica alargou o campo de recrutamento para lá das fronteiras, mas a globalização tem-se feito sentir com mais intensidade recentemente. Ao ponto de em Matosinhos, se ter verificado um fenómeno nunca antes visto nos encarnados: a equipa estar em campo, ainda que momentaneamente, sem portugueses. Na história do clube, não há registo de tal ter acontecido antes, embora não faltem outros exemplos.

Sinais dos tempo

A época passada, José António Camacho chegou a apresentar apenas dois portugueses de início. Para se encontrar número tão reduzido era necessário recuar até um Benfica-E. Amadora de 1998/99. Grame Souness comandava os encarnados.
Quique Flores necessitou de quatro meses para bater esses registos. O Benfica apresentou-se frente ao Leixões só com um português (Amorim). E por duas vezes terminou com um futebolista luso (Moreira, diante do Aves; Nuno Gomes, anteontem, em Matosinhos).

Antigo extremo, José Augusto considera, a Record, tratar-se de “uma distracção de quem comanda”. “O Benfica sempre foi um clube com muitos portugueses. Sem eles, perde-se um pouco daquela paixão...”, refere.

Basta, no entanto, atentar no plantel encarnado, maioritariamente formado por estrangeiros, para se perceber como são os sinais dos tempos: Portugal (8 jogadores), Brasil (6), Espanha, Argentina e Uruguai (2), Grécia, França. Angola, Costa do Marfim, Camarões, Paraguai e Honduras (1).


E como diria o outro, o mentiroso sou eu?

Mais informação em record.pt

Saudações tripeiras!!!

3 comentários:

PixaComXis Produxões disse...

Oiçam o José Augusto. Velho e sábio!

Edson Arantes do Nascimento disse...

Depois indicas-me, por favor, quantos jogadores portugueses euiparam pelo F.C. Porco na Taça? Obrigado.

Diego Armés disse...

Estamos a falar de portugueses de nascimento ou de portugueses de nacionalidade? Por exemplo, quando o Derlei ou o Liedson alinham, são tugas ou brazucas? E o Pepe e o Deco eram o quê? Há que deixar bem claros os parâmetros.

Mais se acrescenta: com acesso ilimitado a Moçambique, Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, também eu fazia uma equipa com 50 portugueses...

Ainda não percebi qual é o problema de o Quique ter jogado 5 minutos sem portugueses em campo. Se não querem tantos estrangeiros no relvado, não os comprem... Ele só joga com o que tem.

Para a malta mais nacionalista: eu sempre queria ver o Benfica a cair na 3.ª divisão se fosse nessa tanga de restringir as Digníssimas a cidadãos nacionais... Enfim. Tonterias, como diriam os espanhóis...