
“Deixámos sempre uma boa imagem” – Paulo Bento (12/12/2007)

“Ninguém foi superior a nós” – “El cojonudo”, José António Camacho (4/12/2007)
Tal qual como eu antes já havia preconizado neste espaço, a Champions League ainda é um desafio demasiado exigente para os dois rivais da capital, ao contrário do que acontece com o F. C. Porto que cada ano, se bate de igual para igual com os melhores. Apenas por mera casualidade ou por vicissitudes do sorteio (o que não se aplica no caso do SLB, que com as facilidades que teve até perdeu com todos os seus adversários do grupo), se pode esperar que estes dois grandes cá dentro, mas de 2ª divisão europeia, aspirem a grandes feitos.
Como epílogo de mais uma edição da melhor competição futebolística europeia, resta apreciar as reacções deste dois lideres ás suas respectivas campanhas. Por um lado, Paulo Bento, um treinador a quem, desconhecendo a sua metodologia de trabalho, lhe reconheço qualidades de líder ao nível do seu discurso realista de “pés assentes no chão”, que lhe tem permitido manter-se a cargo de um grande durante bastante tempo, com os poucos recursos de que dispõe.
Pelo contrário temos outro tipo de treinador que há falta de oportunidades na sua Espanha natal (qual Jaime Pacheco à espanhola, como antes Kata o denominou), toma cargo da equipa do seu amigo presidente.
Pois o discurso de “El cojonudo” é patético e incoerente. Tanto realça a incapacidade e limitações da sua equipa quando está na mó de baixo, como profere tamanhas enormidades depois de conseguir ganhar um jogo importante para a Champions, revelando a sua incapacidade para lidar com a vitória. Por casualidade ou não, valeu-lhe um tipo que foi massacrado diariamente durante 3 meses para de repente passar ao crack que sempre foi. Terá sido o suficiente para justificar a barbaridade que proferiu?!! Parece-me que não, principalmente quando 90 minutos antes tinha em risco a continuação na Europa, tal como em risco estaria o seu lugar na estrutura benfiquistinha, pronto a ser tomado por algum treinador de 3ª categoria, companheiro de pândega do presidente. A este grande metodólogo ainda não terão dito que o critério qualitativo das equipas depende de resultados no terreno de jogo, e não de lógicas provincianas.
Esse tipo de discurso e atitude é o passaporte para a mediocridade, aquele em que nós em tempos também recorremos e encheu-nos a vitrina de vitórias morais.
Mas a vida seguirá para aquelas bandas, inundando os seus inabaláveis fieis de infundadas e imbecis campanhas populistas com este tipo de discurso, chegando inclusivamente a afirmar, para os 50 bêbados costumeiros que assistem a mais uma inauguração de uma casa do Benfica, que sem qualquer margem de erro que “daqui a 5 anos seremos os maiores da Europa”, e consequentemente do Mundo, da galáxia, e por aí fora. Mas atenção que o planeta Naboo estará já a preparar uma equipa avassaladora para discutir a hegemonia com o benfiquinha.
É a coerência made in benfica… Um verdadeiro desafio as leis da lógica