terça-feira, abril 29, 2008

Diário da República, 2.ª série — N.º 83 — 29 de Abril de 2008

A notícia do dia: o jogador que nos últimos 20 anos mais trocadilhos cretinos gerou no campeonato português, à custa do seu nome "peculiar" é, desde hoje, cidadão de nacionalidade portuguesa.
"Aviso n.º 13148/2008
Por decreto do Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna de 13 de Agosto de 2007, foi concedida a nacionalidade portuguesa, por naturalização, a Mamadou Bobo Diallo, natural de Lafou, República da Guiné Conacri, de nacionalidade guineense, nascido a 10/09/1964, o qual poderá gozar os direitos e prerrogativas inerentes, depois de cumprido o disposto no artigo 34.º do Decreto -Lei n.º 322/82, de 12 de Agosto, com as alterações introduzidas pelo Decreto -Lei n.º 253/94, de 20 de Outubro e pelo Decreto -Lei n.º 37/97, de 31 de Janeiro."

Assim de repente, lembro-me de mais uns quantos que jogam na liga portuguesa, ou jogaram num passado mais ou menos recente, cujo nome ou alcunha não podem deixar de me provocar um sorriso declaradamente brejeiro.

No meu SCP joga um "Pipi" e um Rabiu (sic) Ibrahim, jovem atleta proveniente da Nigéria. Há alguns anos actuava um Koke, ainda contemporâneo de Pipi, o que gerava belíssimos momentos em relatos de futebol: "Koke a meter em Pipi" (demasiado obvio...), ou ainda "Pipi a receber o chuveirinho de Koke" (aí está, descambou...). Ah, e é claro, o argentino Kmet...

O FCP, não se querendo ficar, contrata ao VFC o português (verídico) Rabiola.
Por falar em VFC, por lá actua um cavalheiro chamado Miljan Mrdacovic, avançado que vai insistindo em não fazer jus ao apelido, e tem regularmente marcado o golito da ordem.

Recordo um guarda-redes do FCP chamado Kralj, que na sua língua materna se lê qualquer coisa como "crálhe", outro não sei de que equipa que se chamava Rego, e até um que se chamava Bolinhas.

Os galináceos têm em Argélico Fucks, ou Argel como ficou perpetuado, a sua maior figura destes últimos anos, e cujo "jersey" o Sr. Administrador enverga orgulhosamente nos derbys "Estalada" (parece que lhe causa alguns efeitos em termos de falta de jeito...).
Fábio Coentrão também será um nome a ter em consideração neste aspecto.

Uma consulta na net revela alguns belíssimos nomes no plano internacional: o eslovaco Tomas Kona, o argentino Milton Caraglio, o alemão Mark Foda, e um franciú de origem africana chamado Gay, do Montpellier, tudo nomes que adoraria ver mencionados num relato.

Mas o grande Bobo continua a reinar, e nessa altura as pérolas nos relatos sucediam-se. Um passe naquela altura era relatado como "Bobo para Jimmy", ou pior ainda, "para Nuno Gomes". Uma recepção de bola seria "João Pinto em Bobo, para amortecer...". Um remate bem colocado dava um "Bobo a pôr à prova (????) Kralj". Uma marcação cerrada facilmente dava um "Bobo a secar Bolinhas". Tudo momentos capazes de acordar o espectador do jogo mais maçador...

E de entre os leitores, quem é que se lembra de outros nomes similares que espalharam o perfume do seu futebol pelos relvados lusitanos?

5 comentários:

Diego Armés disse...

Que maçada, um texto tão jeitoso manchado por um erro de palmatória... Tixa-typical - começam tão bem os jogos e acabam-nos tão mal (este fim-de-semana o início foi delirante).

Amigo, VFC é o Vitórria de Setúbal. O do Mrdakovic é o VSC - Vitória Sport Clube. Aprenda, vá. Se tiver dúvidas, confirme aqui: http://www.vitoriasc.pt.

Abraços.

Vigilant Side-Kick disse...

E Mark Foda até pode existir mas não conheço... conheço sim um Franco Foda, que passou pelo ´gladbach (entre outros) e pelas selecções germanicas do Euro 88 e do Italia 90

antónis disse...

Agradeço e registo as correcções. O Foda fui verificar, lembrava-me do apelido e após alguns sites xxx, dei com dito num forum em que lhe davam o nome Mark. Será Franco, acredito, mas não será o 1.º nome o mais importante. Já os vitós, nem me dei ao trabalho de ver

Balakost disse...

Correção sr. administrador... este cavalheiro teve os seus melhores anos no leverkusen e estugarda. aliás, ouvi falar dele pela primeira vez num tristemente celebre para o futebol portugues, Leverkusen - benfica na época 93-94, quando o ainda mais caricato Gabriel Alves insistia em chamar-lhe "Fôda", não fosse ferir algumas suscetibilidades...

ronha é o meu nome do meio disse...

Acuso a recepção da aposta administrativa.